Manual do Paciente


• CIRURGIA PLÁSTICA
• A ESCOLHA DO PROFISSIONAL
• A CONSULTA MÉDICA
• ANESTESIA EM CIRURGIA PLÁSTICA
• RISCOS EM CIRURGIA PLÁSTICA
A ESCOLHA DO PROFISSIONAL

O grande crescimento da Cirurgia Estética tornou difícil a identificação de um cirurgião plástico qualificado. Enquanto antigamente a cirurgia estética era realizada unicamente por cirurgiões plásticos, hoje, muitos outros médicos de diferentes especialidades, estão invadindo perigosamente a nossa área, oferecendo uma gama variada de procedimentos estéticos, com resultados muitas vezes desastrosos para pacientes desavisados.

A cirurgia plástica um é um procedimento médico que exige capacitação profissional adequada. Não se trata de um procedimento isento de riscos, devendo ser realizado com prudência e responsabilidade. Em mãos devidamente habilitadas, geralmente as complicações são raras e transitórias, portanto a devida experiência da equipe médica é fundamental para uma boa condução clínica dos casos.
A pesquisa para encontrar um cirurgião plástico qualificado é apenas um dos desafios que você vai enfrentar antes da realização do seu procedimento.
Para auxiliar em sua escolha alguns parâmetros são de extrema importância e devem ser criteriosamente avaliados.

A formação do cirurgião plástico é o aspecto que mais influencia a qualidade de uma cirurgia plástica. A formação básica incluiu 6 anos de faculdade de medicina, 2 anos de residência médica em cirurgia geral e 3 anos de residência médica em cirurgia plástica, salvo anos adicionais de especialização em áreas específicas.
Ser membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica é essencial e uma garantia da qualificação profissional. Afinal, para obter o título de especialista em cirurgia plástica é preciso cumprir todas as etapas da formação profissional, além de ser submetido a um rigoroso exame de aprovação. Para checar se o seu médico é um membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica você poderá checar essa informação no site da própria entidade www.cirurgiaplastica.org.br.
Uma boa dica é conferir o histórico dos cirurgiões plásticos no Conselho Regional de Medicina (CRM). Esta é a instituição que registra todos os profissionais de saúde do seu estado e também fiscaliza e acompanha suas carreiras.

Faça uma lista com os nomes dos cirurgiões plásticos indicados por amigos e familiares. Inclua também sugestões de médicos de sua confiança, como o ginecologista ou cardiologista. Pessoas que trabalham na clínica e/ ou hospital, como enfermeiros, recepcionistas e outros médicos são excelentes fontes de informação, pois observam o trabalho do cirurgião no dia-a-dia e a forma como este se comporta na sala de cirurgia e com os pacientes.

Conversar com outros pacientes que já tenham operado com o médico, de preferência os que ainda estejam em pós-operatório, é um bom caminho para acertar na escolha do profissional. Pergunte se ficaram satisfeitos com o resultado, se foram bem atendidos, se sentiram segurança, se foram amparados pelo profissional em todas as etapas do tratamento, etc.

Cheque se o profissional é credenciado em clínicas e/ou hospitais de boa reputação, o que significa que ele foi aprovado pelas normas regimentais do corpo clínico daquela instituição.

Durante a consulta, esclareça todas as suas dúvidas. Note se o cirurgião plástico responde a todas as suas perguntas com firmeza e clareza, apontando os prós e contras e note sua preocupação em explicar como se dará o procedimento.
Verifique se o cirurgião plástico possui participação ativa em cursos, jornadas e congressos. É importante que o profissional esteja sempre atualizado com o que há de mais moderno em relação às técnicas e equipamentos.
Outra maneira de avaliar o trabalho do cirurgião plástico são as fotografias de documentação de antes e depois – nesse caso, é preciso que o paciente exposto autorize a exibição das imagens.

Ao avaliar suas opções, não se deixe levar pelos editoriais em revistas, sites, etc, ou pela propaganda. Estes são úteis para divulgar o trabalho e as técnicas dos profissionais, mas não se deve escolher o cirurgião baseado apenas nisso. Também não se renda aos preconceitos: idade não é sinônimo de competência. Muitos profissionais que operam há 30 anos não se atualizaram e continuam fazendo do mesmo modo que faziam quando começaram, enquanto cirurgiões mais jovens podem estar utilizando técnicas mais atuais e eficientes. Isso equivale dizer que há bons profissionais de todas as idades.

Finalmente, é importante que o médico não seja escolhido pelo preço. Honorários altos não necessariamente garantem resultados superiores. E honorários baixos nem sempre são um bom negócio. Deve-se considerar que, quanto mais especializado o cirurgião, mais caro ele é, da mesma forma que clínicas e hospitais de primeira linha.

Depois de tudo analisado, opte pelo cirurgião que preencha todos os requisitos e que, acima de tudo, lhe transmita segurança e confiança – e isso é muito pessoal. Não deixe que a empatia seja mais importante que a sua qualificação. A qualquer sinal de insegurança, procure outro médico.

Um cuidadoso planejamento e organizada abordagem é essencial quando se persegue um resultado satisfatório.

É fundamental que o procedimento seja realizado corretamente na primeira vez e não seja necessário refazer depois. O reparo, quando possível, é sempre mais custoso, pois envolve frustração e mais disponibilidade de tempo, embora, em geral, não sejam cobrados honorários da equipe médica, ficando por conta do paciente apenas os custos de hospital e medicamentos.